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Archive for the ‘MOZAMBIQUE’ Category

DURANTE O PRIMEIRO SEMESTRE DO CORRENTE ANO INVESTIMENTOS NO TURISMO ATINGIRAM 168 MILHÕES DE USD – Apesar do “ligeiro aumento” nos investimentos verificados no sector, os operadores consideram que tais deixaram a desejar, tendo em conta as reais potencialidades que o país tem para atrair mais investimentos, dizem os agentes económicos – Governo dúvida do que está a fazer para levar avante o turismo na óptica dos operadores e das comunidades locais “Polícias de Trânsito e Municipais de Maputo, Matola e Xai-Xai, são os principais empecilhos ao desenvolvimento do turismo no sul do país” – acusa José da Cunha, da Associação do Turismo em Inhambane (Moçambique)

Posted by Gilmour Poincaree on November 15, 2008

2008-11-14 05:09:00

por Bernardo Álvaro

Maputo (Canal de Moçambique) – Os investimentos no sector do turismo em Moçambique, totalizaram durante o primeiro semestre do presente ano, os cerca de 168 milhões de dólares norte-americanos, mercê do registo de um ligeiro aumento em cerca de 5 por cento de chegadas de turistas internacionais, segundo dados da «Terconsult», uma empresa nacional de consultoria.

De acordo com Rui Monteiro, da Terconsult, o consumo médio a nível nacional por pessoa, tem-se situado em 130 dólares numa estadia média de 1,7 dias (um dia e sete horas), o que é irrisório. Por isso entende que devia-se aumentar a receita média para 305 dólares por pessoa.

Apesar da ligeira subida, alguns operadores do ramo, consideram que os investimentos neste sector estão longe do que seria de desejar, se tivermos em conta as potencialidades turísticas que o país tem para atrair mais investimentos, mas que não tem conseguido devido a vários constrangimentos e alguma falta de capacidade por parte do Governo, através do sector de tutela para chamar mais investidores, bem como os próprios turistas.

Quando aproveitado, a turismo segundo Monteiro seria um instrumento chave para o tal almejado alivio (não combate como se costuma dizer por aí) da pobreza absoluta e da promoção socioeconómica, uma vez que “cruza muitas das necessidades primárias” da população.

Como o turismo instiga a procura de produtos locais, o responsável da «Terconsult», entende que tal poderia contribuir para a propagação do emprego, bem como a criação de uma cultura de turismo doméstico como estratégia de aumentar o rendimento integral.

Considera-se que em Moçambique, os preços dos transportes aéreos que deveriam ser catalizadores do turismo, são ainda proibitivos, sendo que, fraca é também a divulgação da gastronomia nacional, do património histórico-cultural e a locação de serviços complementares nos locais turísticos como o desporto, por parte do Governo ou seja o ministério de tutela, segundo observou Rui Monteiro. Outrossim há falta no país de restaurantes com comida típica da região austral de África onde estamos localizados.

Para Rui Monteiro, pequenos projectos de turismo bem planificados e organizados, poderiam melhorar a governação local, os recursos naturais, a conservação da biodiversidade e outros objectivos importantes para o desenvolvimento.

“Na verdade quando operamos legitimamente, somos penalizados pelo permanente escrutínio que é imposto e as inúmeras inspecções, ao invés de uma inspecção única que seria benéfico para a classe empresarial”, lamenta Monteiro.

Aliás, até o próprio Governo reconhece as suas fraquezas no desenvolvimento do turismo no país, a avaliar pelas dúvidas que a vice-ministra da Agricultura de Moçambique, Catarina Pajume, levanta quando considera que o Ministério do Turismo deveria garantir que os produtos consumidos nas estancias turísticas sejam sobretudo nacionais.

“O Ministério do Turismo devia garantir que os produtos consumidos nas instâncias turísticas são sobretudo nacionais. Não sabemos se faz isso ou não, porque o que assistimos é que muitos estrangeiros entram no país com produtos estrangeiros para consumirem aqui no nosso país”, afirmou Pajume, acrescentando que também cabe ao Ministério das Obras Públicas e Habitação garantir infra-estruturas como estradas por exemplo, para o melhor acesso as zonas turísticas, bem como para o escoamento de produtos, o que parece não vem acontecendo com alguma eficiência.

Mas também o fornecimento da industria agrícola, que seria um dos principais sectores de suporte na operação da indústria hoteleira em Moçambique, “actualmente é de fraca qualidade, inconstante e inadequado aos volumes requeridos”.

Por isso Monteiro propõe a necessidade de capacitar a industria agrícola para as actuais exigências do turismo por forma a que se possa começar por consumir produtos nacionais nas estâncias turísticas e noutros serviços conexos.

Entretanto José da Cunha, da Associação do Turismo de Inhambane, considera que nas cidades de Maputo, Matola e Xai-Xai, os grandes obstáculos ao desenvolvimento do turismo um pouco por toda a região sul do país, são os agentes das Polícias de Transito e Municipais das três cidades que se constituem corredores de passagem de turistas. Isso devido à sua “ desonrosa actuação”, para com os turistas quando vão com destino aos locais turísticos, quer para lazer, como para explorar oportunidades de investimentos.

Segundo Da Cunha, os turistas sempre que passam da Matola, ou chegam a Maputo como ponto para alcançarem outras regiões ou zonas turísticas como Inhambane, uma das províncias da região sul com mais potencialidades, correm sérios riscos. Os Polícias em referências tudo fazem para intimidar, extorquir, revistar e pedir subornos, através de várias artimanhas. Envergonham o País e fazem com que se passe para o exterior uma imagem péssima das instituições. Fazem autênticas emboscadas aos turistas para lhes extorquirem dinheiro e valores. Uma vergonha que o ministro do Turismo conhece, os governadores provinciais conhecem, os comandantes das corporações de polícia conhecem, os chefes de esquadras conhecem, os comandantes das brigadas de trânsito conhecem, há anos, mas se têm revelado incapazes de por termo a tais práticas desonrosas.

Em 2007, as chegadas internacionais a Moçambique atingiram cerca de 1.100.000 (um milhão e cem mil), dos quais 650 mil foram chegadas turísticas, resultando em receitas provenientes do turismo internacional, que totalizaram 163,4 milhões de dólares norte-americanos.

Moçambique tem uma área de conservação de 252.535,4 Km2 (duzentos e cinquenta e dois mil, quinhentos e trinta e cinco) quilómetros quadrados, o equivalente a 31,6 por cento da superfície total do país em território nacional.

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PUBLISHED BY ‘CANAL DE MOÇAMBIQUE’

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MOZAMBIQUE: FRENCH INVESTMENTS SET TO GROW

Posted by Gilmour Poincaree on November 14, 2008

13 November 2008

Agência de Informação de Moçambique (Maputo)

The volume of French investment in Mozambique is set to grow significantly in the next few years, with the approval of new projects to be implemented in the country.

The outgoing French Ambassador to Mozambique, Thierry Viteau, who made the statement, was speaking to reporters shortly after meeting with Mozambican President Armando Guebuza on Wednesday to say farewell after completing his term of duty.

According to Viteau, French investments in Mozambique have reached 40 million Euros (48 million US dollars), but are set to grow, with the implementation of new projects, the nature of which he did not reveal.

“There are projects under discussion and we hope they will be carried out soon”, said Viteau, adding that the growth in the flow of French investments is in response to the request of Guebuza when he visited France in July 2006.

At that time, Guebuza asked French businesses to invest in Mozambique. This led to the visit by a French business delegation to the country in September 2007, to investigate for the business environment in Mozambique.

Viteau claimed that this visit had resulted in French investmen in mining and in sugar.

“Investment is rising, and with the new projects under discussion, the level will rise still further”, he said. “I cannot give you the sums involved, since this is a matter for the businesses, but obviously it’s going to grow

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PUBLISHED BY ‘ALL AFRICA.COM’

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COMÉRCIO ENTRE CHINA E PAÍSES DA CPLP ULTRAPASSA OS 53 MIL MILHÕES DE DÓLARES (Angola)

Posted by Gilmour Poincaree on October 24, 2008


Ano 8 – Edição Online nº 2529 – Sexta, 24 de Outubro de 2008

A balança comercial entre a China e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) ultrapassou em Agosto os 53 mil milhões de dólares, passando o objectivo dos vários governos para o final de 2009 (50 mil milhões de dólares).

Segundo o documento , Angola é o segundo parceiro lusófono da China, com trocas comerciais de 18,6 mil milhões, mais 133,1 por cento do que no mesmo período de 2007, e correspondentes a vendas de 16,89 mil milhões e compras de cerca de 1,77 mil milhões.

O comércio de Angola com a China continua em alta e a favor do primeiro país, à luz das trocas dos oito últimos meses, cujos dados foram publicados quarta-feira pelo Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países Lusófonos.

Em Agosto passado, as trocas comerciais somaram exactamente 53,3 mil milhões, 92,9 por cento a mais do que no mesmo período de 2007, no fim do qual se fixaram a 46,3 mil milhões.

A China comprou dos oito países de língua oficial portuguesa produtos no valor de 37,288 mil milhões de dólares e vendeu o equivalente a 16 mil milhões de dólares. Convém ressalvar a situação de São Tomé e Príncipe, o qual não está directamente ligado ao Fórum por ter relações diplomáticas com Taiwan, mas integra a lista de trocas comerciais.

O Brasil, que viu o comércio com a China aumentar 82,2 por cento, manteve-se como principal parceiro lusófono de Pequim, tendo exportado para o continente bens no valor de 20,1 mil milhões e importado o equivalente a 12,66 milhões, fechando as trocas comerciais globais com negócios no valor de 32,7 milhões.

Portugal é o terceiro parceiro lusófono da China, registando um comércio bilateral de 1,7 mil milhões relativos a vendas de 234,2 milhões e compras à China de 1,47 mil milhões de dólares.

O comércio entre a China e Portugal registou uma diminuição de 17,6 por cento nas importações chinesas e um aumento de 24,5 por cento nas importações de Portugal, o que corresponde a um acréscimo global das trocas de 16,3 por cento.

Portanto, o comércio entre a China e os países lusófonos mantém uma forte tendência de crescimento iniciada em Outubro de 2003, com o estabelecimento do Fórum para Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países Lusófonos, que tem na Região Administrativa Especial de Macau uma base de apoio de contratos e promoção.

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PUBLISHED BY ‘JORNAL DE ANGOLA’

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