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AFTER EXTENSIVE AND SOMETIMES USELESS DISCUSSIONS, THE ENTIRE ‘FROM SCRATCH NEWSWIRE GROUP’, IN FACE OF A POSSIBLE GENERAL STRIKE WITHIN THE GROUP, DECIDED TO TAKE A COLLECTIVE VACATION … SEE YOU FOLKS IN MARCH … AND BY THE WAY, OUR COLLECTIVE VACATION HAS NOTHING TO DO WITH THIS PRESENT GLOBAL FINANCIAL CRISIS …

Posted by Gilmour Poincaree on February 1, 2009

Sunday, February 01, 2009

THE FROM SCRATCH NEWSWIRE GROUP

PUBLISHED BY ‘FROM SCRATCH NEWSWIRE’

THE FROM SCRATCH NEWSWIRE GROUP IS ON VACATION 'TIL MARCH

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TENHO CERTEZA QUE O STF VAI ME ABSOLVER, DIZ JOSÉ DIRCEU (Brasil)

Posted by Gilmour Poincaree on December 30, 2008

30/12/08

por Ana Paula Scinocca – entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo –

PUBLISHED BY ‘BLOG DO ZÉ DIRCEU’ (Brasil)

José Dirceu BRASÍLIA – Três anos depois te ter seu mandato como deputado cassado – no auge do escândalo do mensalão -, o ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu, afirma ter convicção de que será absolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Avalia que sua substituta no posto de “braço direito” de Lula, a ministra Dilma Rousseff, tem “grande” chance de emplacar como candidata do PT à Presidência em 2010, e que os tucanos agem como se o governador de São Paulo, José Serra (PSDB) – principal pré-candidato da oposição -, já tivesse sido eleito. “Essa história está distante da realidade. O Serra tem que conquistar Minas e o Rio, porque o Norte e Nordeste ele não vai conquistar. E Minas e São Paulo serão os Estados mais afetados pela crise”, afirma, em entrevista ao Estado. As respostas de Dirceu foram dadas por e-mail.

Estado – Três anos depois de ser cassado, o senhor ainda pensa na possibilidade de anistia?

José Dirceu – Depende. A rigor eu tenho direito à anistia, porque a Câmara dos Deputados me cassou sem provas. Fez uma cassação política, mas não no sentido que os deputados dão, de que uma cassação sempre é política. É lógico que é política, mas no meu caso, formou-se uma maioria, independentemente de eu ser culpado ou não, o que evidentemente é inaceitável. É uma ilegalidade e a Constituição me garante a verdade, a presunção da inocência, a não culpabilidade. Então, eu poderia sim pedir a anistia. Mas tomei a decisão de não fazê-lo até ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal. E tenho certeza que a absolvição vai acontecer. Não tenho medo do julgamento e espero ser julgado o mais rápido possível para que eu possa pedir a minha anistia. Se o STF der sinais ou provas que só vai julgar em 2013 ou 2014, ou seja, 8 ou 9 anos depois que fui acusado de chefe de quadrilha e corrupto, evidente que vou pedir anistia. Até porque acredito que tenho esse direito.

Estado – Qual seu projeto para retomar suas atividades políticas?

José Dirceu – Faço atividade política, nunca deixei de fazer. Faço ou para me defender, ou para participar como militante da vida interna do PT, ou ainda como cidadão, como profissional. Participo do debate político do País com o meu blog (http://www.zedirceu.com.br/), com entrevistas, palestras. Trabalho como advogado e consultor, sempre tendo em vista um projeto de desenvolvimento para o País. Não trabalho como advogado e consultor olhando só a minha atividade profissional e a minha sobrevivência. Gostaria de voltar plenamente à atividade política, mas não tenho projetos sobre o que vou fazer. O meu projeto agora é me defender, provar minha inocência.

Estado – Durante a Satiagraha, o senhor reclamou de grampo e de invasão em seu escritório. Ainda acha que seus passos estão sendo monitorados por órgãos do governo?

José Dirceu – Meu caso – e agora tenho a visão de tudo o que aconteceu esse ano – é escabroso, um case mais do que um caso. No começo do ano, soube pela imprensa que o sigilo do meu telefone tinha sido, por autorização judicial de um juiz (Fausto de Sanctis), interceptado a pedido do promotor público do caso Satiagraha. Era o mesmo promotor do caso MSI Corinthians, como também o delegado é o mesmo na Satiagraha e no caso MSI Corinhians (Protógenes Queiroz). Pois bem, até hoje – e basta olhar o inquérito para ver – não há nenhuma fundamentação legal para interceptação telefônica. Mas houve a interceptação, e não só a minha, como a do meu advogado, do assessor que faz a minha agenda, do advogado do escritório a mim associado em Brasília, de um outro assessor meu em Brasília e da Evanise Santos, minha companheira. Essas interceptações telefônicas estão caracterizadas como abuso de autoridade. Eu, infelizmente, não representei contra o juiz no Conselho Nacional de Justiça naqueles meses de abril e maio, quando isso veio a público. Fiquei sabendo pela imprensa, e basta ler o inquérito do MSI Corinthians, para ver que não há nenhuma razão. Na verdade, o objetivo deles já era a Operação Satiagraha. Não sei por que razão, mas toda a investigação da Satiagraha demonstra isso. Inclusive, não há uma única vez a citação do meu nome, e olha que é quase um ano e meio de investigação. No relatório do inquérito eu sou citado naquilo que é uma verdadeira fraude do delegado. Então, o HD, os e-mails e o relatório (da investigação) mostram que havia um objetivo pré-determinado, e depois se procurava encaixar os fatos ao objetivo de me prender e transformar num grande evento sensacionalista a minha prisão. Isso quando eu não tenho nada a ver com a Operação Satiagraha, com o Oportunity e nem com o Daniel Dantas. A própria investigação deles prova isso. Tenho a meu favor que todas as investigações feitas até agora a meu respeito me inocentam.

Estado – Qual a sua relação com o presidente Lula? Se falam, se visitam? Quando foi a última vez que conversaram?

José Dirceu – Minha relação com o presidente Lula é de companheiro, de amigo e de um ex-ministro, ex-presidente e ex-deputado do PT. Não é a mesma relação que eu tinha antes com ele, uma relação de trabalho, de dia-a-dia, de construção de um projeto. Eu encontro o presidente quando ele sente que existe necessidade. Não o tenho visto com freqüência.

Estado – É verdade que políticos, governadores e integrantes do próprio PT procuram o senhor para discutir assuntos de interesse do governo?

José Dirceu – Não diria que me procuram. Mas diria ser natural, porque nunca parei de atuar e militar politicamente. Para entender as relações que mantenho com governadores, parlamentares, senadores, deputados, prefeitos e dirigentes do PT é preciso lembrar que militei no partido de 1980 a 2008. São 28 anos, não é pouca coisa. É mais do que natural que eu continue militante. Não é porque não sou mais deputado, nem ministro e porque sou acusado injustamente de corrupto ou chefe de quadrilha, que deixo de ser militante. Não se pode apagar 40 anos de vida política. No fundo, essa questão se eu mantenho ou não mantenho relações políticas com vários políticos é um jogo dos próprios setores da direita, da mídia, para me manter interditado, para eu não fazer política.

Estado – Qual a possibilidade, na sua avaliação, de a ministra Dilma Rousseff emplacar como candidata do PT em 2010?

José Dirceu – Grande. Ela, na verdade, a cada mês que passa, conquista a adesão de militantes e dirigentes do PT. Cada dia é mais conhecida no País. É a candidata do presidente Lula, do PT e tem grandes chances de ir para o 2ª turno. As pesquisas já estão mostrando isso. O mais provável é que nas próximas pesquisas, depois do Carnaval, a Dilma esteja já com a mesma votação do Ciro Gomes (PSB) e do Aécio Neves (PSDB). Eu acredito que uma candidata apoiada pelo PT e pelo Lula, por uma coalizão que inclua o PSB, PC do B, PTD, o PR – a legenda que indicou José Alencar para ser o vice do Lula duas vezes – e o PMDB tem grandes chances para ir ao 2º turno. Os tucanos se comportam como se o Serra (o governador de São Paulo José Serra) já estivesse eleito, mas essa história está distante da realidade. Primeiro, o Serra tem que disputar com o Aécio; segundo tem que conquistar Minas e o Rio, porque o Nordeste e o Norte ele não vai conquistar; terceiro, São Paulo e Minas, portanto o Serra, serão tão ou mais afetado do que o País pela crise em nível nacional. Minas será afetada por causa da indústria siderúrgica, de mineração e automobilística, e São Paulo pelo serviço financeiro, comércio, serviços gerais, e construção civil. Esse raciocínio de que “o Lula vai ser afetado pela crise”, é um jogo da mídia, um jogo de palavras. Por que o Lula vai ser afetado e os governadores não? Não vão ser afetados porque a mídia vai protegê-los e atribuir ao Lula a responsabilidade pela crise? Com esse raciocínio é isso que estão dizendo. Porque fato por fato todos serão afetados pela crise: prefeitos, governadores e presidente da República. A arrecadação vai cair para todos, os investimentos vão ser menores para todos, o desemprego vai valer para todos – a não ser que a responsabilidade – e tudo indica, é o que quer a imprensa – seja só do Lula e não dos governadores e dos prefeitos. Eu não vejo por que nós não possamos vencer essas eleições de 2010. Na verdade, nós estamos no governo. Eles é que têm de ganhar a eleição. E o provável é que nós vençamos e não eles.

Estado – O senhor vai participar na campanha?

José Dirceu – Não posso dizer o que farei em 2010. O que posso dizer é que vou dedicar todo o meu tempo e esforços, toda a minha inteligência, energia e experiência para ajudar o PT e o Lula a continuar governando o Brasil. Como vou fazer, com qual intensidade e em que nível, depende das circunstâncias e da conjuntura política.

Estado – O senhor acha que o Gilberto Carvalho é o melhor nome para presidir o PT?

José Dirceu – Seria uma excelente solução. O Gilberto já militou no PT, foi secretário nacional do partido, já ocupou cargos de sua direção em vários níveis, militou no movimento popular, e nas Comunidades Eclesiais de Base. E tem essa experiência extraordinária de governo, de ter sido secretário do presidente nos últimos seis anos. Ninguém melhor, nem mais do que ele está preparado para ser presidente nacional do PT. É um nome excepcional, seria uma grande solução.

Estado – O senhor acredita que a disputa em 2010 será polarizada entre Dilma e o governador José Serra?

José Dirceu – Não necessariamente. Hoje não se pode afirmar isso de maneira definitiva. A tendência é essa – o Serra ser candidato pelo PSDB, DEM, PP, PPS e talvez o PV; e a Dilma ser a candidata pelo menos do PT, talvez do bloco PC do B – PDT – PSB (se o Ciro não sair candidato por esse último) com apoio, talvez, do PMDB. Outra possibilidade é de o PMDB ficar neutro, ou ter uma candidatura própria. E candidaturas outras têm a do Ciro Gomes e a do Aécio Neves. A do Aécio tudo indica que não se viabilizará no PSDB. A do Ciro Gomes está com dificuldades para se viabilizar. E tem a Heloísa Helena que pode ser candidata pelo PSOL, mas é uma candidata sem idéia, e como sua candidatura mostrou na eleição de 2006, é uma candidata que tende a ir perdendo os votos, redistribuídos durante o debate e o processo eleitoral, quando o eleitor toma outras decisões.

Estado – A crítica que se faz a esses dois (Dilma e Serra) é que seriam candidatos para assumir e administrar o Estado, mas não capazes de unir a sociedade e o Estado, como o fizeram FHC e Lula. Como avalia isso?

José Dirceu – Essa pergunta leva a uma só solução: teremos que dar um terceiro mandato ao Lula. Por ela, o Lula e o Fernando Henrique têm de ser candidatos. Não é assim. Evidentemente, o Serra tem história e lastro para ser presidente da República. Uma coisa é eu não votar nele e querer eleger a Dilma Rousseff , outra é ele e a Dilma terem ou não lastro para saírem candidatos. E isso eles têm. Os dois têm lastro para serem candidatos.

Estado – De que o senhor vive hoje? Quais são seus rendimentos?

José Dirceu – Dos mesmos rendimentos dos quais vive a jornalista que me pergunta. Eu trabalho como ela trabalha, 8, 10, 12 horas por dia como advogado e consultor. São profissões como é a de jornalista, não há nenhuma diferença. Trabalho, às vezes, inclusive, nos fins de semana. E eu não mudei o meu padrão de vida. A minha vida continua absolutamente igual todos esses anos.

Estado – Acha que o presidente Lula mudou muito desde que chegou a Brasília e assumiu o poder?

José Dirceu – Mudou. Muito. Primeiro, porque é presidente da República. Segundo, porque é um líder internacional, um estadista. O mundo reconhece isso. Terceiro, porque ele adquiriu experiência na Presidência da República. Ninguém passa seis anos por esse cargo em vão.

Estado – O senhor se considera um ministro sem pasta?

José Dirceu – Não. Primeiro, eu não detenho poder nenhum. Eu tenho experiência, relações, solidariedade, companheiros, liderança ainda no PT, apoio no País. Todos sabem que se eu fosse candidato a um cargo eletivo, dificilmente eu não me elegeria. Agora, eu não tenho poder, nem sou membro do governo, nem sou mais dirigente do PT, nem mais membro do Parlamento. Eu não sou um ministro sem pasta. Sou o José Dirceu e na medida em que represento uma parte da história da esquerda brasileira, da luta contra a ditadura, da resistência armada, da luta na clandestinidade, uma parte da construção do PT, nesse sentido eu tenho uma representatividade para participar da vida política do país e ajudar o PT, o governo e a esquerda. Isso não significa que eu tenho poder.

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CARTA CAPITAL INSISTE EM ENCONTRO QUE NÃO HOUVE (Brasil)

Posted by Gilmour Poincaree on November 4, 2008

03/11/2008 14:36

JOSÉ DIRCEU por Zé Dirceu

Mino Carta em sua coluna “A Semana” na Carta Capital mais recente, ao comentar minha entrevista, Cópia xerox de meu passaporte com o visto de saida dia 2 de novembro de 2007 do Marrocos e, invoco os testemunhos do jornalista Reali Jr e do escritor Paulo Coelho com os quais estive em Paris.volta à questão das razões da redação para não publicar minha resposta – o tamanho dela.

Para mim isso é algo bem mesquinho, diante da gravidade e do tamanho da reportagem sobre um inexistente encontro meu no Marrocos com o diretor-geral da Polícia Federal (PF) Luiz Fernando Corrêa, para conspirar contra a operação Satyagraha, que merecia claramente mais que 2.000 toques de resposta.

Mas a propósito dessa resposta, o editor desse blog, Aristeu Moreira explica o que aconteceu numa nota sua hoje.

No entanto, o mais grave é a insistência da revista nesse meu encontro – que não houve – com o delegado-chefe da PF. Na sua coluna dessa semana, Mino Carta, volta a falar de um “possível” encontro e de novo insiste na tese de que estivemos no país no “mesmo lapso de tempo” – conforme suas próprias palavras (já repetira o assunto na abertura da minha entrevista à revista).

Acontece que não estivemos. Para prová-lo publico a copia xeróx de meu passaporte com o visto de saída dia 2 de novembro de 2007 do Marrocos e, invoco os testemunhos do jornalista Reali Jr e do escritor Paulo Coelho com os quais estive em Paris. Jantei com o primeiro no dia 02 de novembro de 2007 e com o segundo no dia seguinte, 03. No dia 04 voltei ao Brasil – tudo isso eu já esclareci nesse blog, na minha resposta anterior à revista. Na primeira fez que falou sobre esse encontro, Carta Capital disse que o delegado esteve no Marrocos entre 05 e 08 de novembro.

Mino Carta com um simples telefonema poderia ter confirmado com Reali Jr minha estada em Paris, já JOSÉ DIRCEU EM ENTREVISTA À CARTA CAPITALque são amigos e evitado insistir nessa calúnia de que fui ao Marrocos encontrar-me com Luiz Fernando Corrêa, o que seria, para o jornalista, a prova suprema de que sou o operador de Daniel Dantas.

Já que as afirmações da revista sobre pressões que eu teria exercido sobre o delegado Paulo Lacerda ou mesmo sobre delegados da PF durante a CPI dos Correios não se sustentaram, por fim e como suprema prova contra mim, Mino Carta em sua (coluna) “A Semana” volta a se referir às minhas supostas divergências com o ex-ministro Luiz Gushiken sobre o papel dos fundos de pensão.

Acontece que o próprio Gushiken desmente essa luta que não houve. Acredito que com o seu desmentido coloque um ponto final na questão. Minhas posições políticas sempre foram públicas e no governo nunca deixei de expressá-las em discursos, entrevistas, e mais do que isso, em atos.

Fiz questão de condenar as privatizações do governo FHC e para sintetizar a era tucana, reproduzi a expressão que ouvi de um militante do PT que a chamou de “herança maldita”.

Minhas posições desenvolvimentistas e à esquerda nunca foram reservadas, apesar de minha lealdade e disciplina às decisões do presidente Lula e do governo. Como também nunca escondi minha agenda e a posição que expressei a Daniel Dantas e a todos os dirigentes das empresas de telecomunicações.

Defendi sempre o interesse e o fortalecimento de uma empresa nacional, plataforma da língua portuguesa, para atuar como ator a nível internacional na linha comercial e política de nossa política externa.

Estes são fatos e contra fatos não há argumentos.

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DESRESPEITOSA INVASÃO DE MINHA PRIVACIDADE (Brasil)

Posted by Gilmour Poincaree on October 31, 2008

30 de Outubro de 2008

por Zé Dirceu

Em artigo com o título “O Rio resgatou o direito de sonhar” publicado no Jornal do Brasil na 2ª feira (20.10) e na Gazeta Mercantil na 4ª feira (22.10), o jornalista Augusto Nunes abandona a sempre sóbria, providencial e oportuna argumentação política e desfecha uma série de ataques pessoais contra mim. Vai mais longe: invade a privacidade de família e atinge, também, a intimidade de minha ex-mulher, Clara Becker, com quem tenho um filho, Zeca Dirceu, hoje prefeito de Cruzeiro do Oeste (PR).

O artigo – o título já não deixa dúvidas – é um aberto e inconteste manifesto de engajamento do jornalista em defesa do deputado Fernando Gabeira, seu candidato e do PV-PSDB a prefeito do Rio no 2º turno da eleição desse ano. Até aí, nada demais, eu mesmo reconheci, já de público, e por mais de uma oportunidade, o direito do articulista e de quaisquer outras pessoas de optarem por um candidato e o defenderem, engajados em sua campanha, inclusive.

Mas no texto, o autor extravasa toda a sua revolta por eu ter contestado, em e-mails publicados nas seções de cartas do Jornal do Brasil e da Gazeta Mercantil, versão publicada por ele e por outros sobre encontro meu com o deputado Gabeira, ocorrido há já longínquos 5 anos.

Contestei porque a versão publicada é distorcida em tudo sobre essa reunião – seus motivos, quem participou, como ela se deu etc. O jornalista se irritou por eu ter reposto a verdade dos fatos e os dois jornais terem publicado os meus esclarecimentos.

Não vejo razão para isso porque em todas as minhas manifestações a respeito, inclusive nessa carta em que corrijo a versão difundida, eu tenho destacado que a ex-ministra do Meio Ambiente, senadora Marina Silva (PT-AC), e o ex-presidente nacional do PT, deputado José Genoino, testemunharam e podem ser ouvidos sobre o que ocorreu naquela ocasião. Augusto Nunes preferiu não ouvi-los.

Ao invés de fazê-lo, não só ele, mas toda a mídia, têm, sistematicamente, insistido na divulgação da versão errada do fato. No entanto, mais grave que a série de ataques pessoais desfechada contra mim no artigo publicado no Jornal do Brasil e na Gazeta Mercantil, é a invasão da privacidade da senhora Clara Becker.

Até porque ela é uma cidadã que não se envolve, e jamais se envolveu em sua vida, em questões públicas. “Não sou militante política e nunca fui”, é uma definição dela em carta que escreveu em outubro do ano passado a um autor de novelas da Rede Globo que anunciou ter criado um personagem (de novela) inspirado em mim e no meu casamento com Clara Becker.

Não é minha intenção entrar em reminiscências e tratar nesse artigo que escrevo do fim do meu relacionamento com Clara Becker, porque estaria incursionando em seara familiar. Mas o próprio autor do artigo o fez no seu texto ao registrar que eu teria me levantado de uma mesa e partido, encerrado meu casamento com uma sintética frase: “Volto já”.

Declinou, assim, um assunto que nem deveria ter entrado no texto, mas que entrou de forma distorcida. É Clara que, com sua carta, de novo repõe os fatos nos seus devidos lugares: “(…) Não fui abandonada por José Dirceu. Com a anistia, ele pediu que eu e meu filho fossemos com ele para São Paulo. Chegamos a viver algum tempo juntos na capital paulista, mas eu tinha aqui em Cruzeiro do Oeste uma família que dependia de mim (pai, mãe, duas irmãs e meu filho) e a vida em São Paulo era muito dura. Eu tomei a iniciativa de voltar para Cruzeiro do Oeste”.

Clara, aliás, conforme registra nessa sua carta, supunha estar sendo obrigada a tratar do assunto publicamente uma única vez: “Pela primeira e última vez, quero falar sobre detalhes de minha vida com José Dirceu, expondo minha intimidade em público, à minha revelia. É que não suporto mais ver repetidas as mentiras, as distorções, as agressões relativas a algo sobre o qual somente eu e ele podemos dizer, com clareza, o que aconteceu.”

Encerro nesse ponto rememorações e contestações de natureza familiar e pessoal. Assuntos privativos da intimidade das pessoas podem até ser mais contundentes num processo desses, mas em 40 anos de vida pública, jamais incursionei nesse campo e não seria agora que começaria a fazê-lo. Todos nós sabemos que uma polêmica travada nos níveis pessoal e familiar pode até se mostrar mais apaixonante para o público, mas pode ser facilmente reduzida a pó na medida em que descamba para o desrespeito e o irracional.

(Gazeta Mercantil/Caderno A – Pág. 6)

(José Dirceu – Ex-ministro chefe da Casa Civil)

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