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SINDICATO DOS METALÚRGICOS DO ABC NÃO ACEITARÁ DEMISSÕES POR CONTA DA CRISE FINANCEIRA (Brasil)

Posted by Gilmour Poincaree on December 8, 2008

Segunda-feira, 8 de dezembro de 2008, 15:55

por Carolina Lopes – Diário OnLine

PUBLISHED BY ‘DIÁRIO DO GRANDE ABC’ (Brasil)

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, afirmou nesta segunda-feira, durante entrevista coletiva em São Bernardo, que o forte crescimento do setor automobilístico nos últimos anos não permite que as montadoras promovam demissões sob a justificativa da crise financeira internacional.

“Desde 2003, tem havido um ”boom” na produção da indústria automobilística no País [que, segundo dados do sindicato, passou de 1,83 milhão de unidades em 2003 para 3,27 milhões este ano]. Por isso, acreditamos que não há sentido fazer demissões nesse momento. Nós temos mecanismos para atravessar 2009 inteiro sem que haja demissões, mas isso se as empresas tiverem responsabilidade social. A montadora que demitir sem buscar alternativas vai comprar briga conosco”, afirmou Nobre.

Mesmo se a crise se agravar no Brasil e as empresas começarem a registrar queda na produção, Nobre explicou que outras medidas poderão ser adotadas para preservar o emprego dos trabalhadores.

“As montadoras podem dar férias normais ou coletivas, podem suspender o contrato de trabalho temporariamente para realizar treinamentos com os funcionários, podem liberar banco de horas e, ainda, reduzir a jornada de trabalho. Mas aqui, infelizmente, antes de as empresas usarem esses mecanismos, elas já começam a falar em demissões”, reclamou.

Para ele, quem promover cortes agora pode perder competitividade. “Isso porque existe a possibilidade de a crise não se confirmar no País. Assim, as empresas que demitirem terão de contratar novos funcionários e treiná-los. Como o setor é extremamente competitivo, nesse intervalo elas poderão perder mercado”, disse.

Impactos – De acordo com o presidente do Sindicato, os três primeiros meses do ano são um período, sazonalmente, mais fraco em relação à produção das indústrias automotivas. Por esse motivo, apenas no final do primeiro trimestre de 2009 é que o setor terá uma visão clara dos impactos da crise.

“Qualquer coisa que se fale agora sobre a crise é especulação, profecia. Apenas no final do primeiro trimestre é que ficará claro qual o real impacto dela no setor. Em um ambiente de crise, esse período será de incertezas e dificuldades, mas temos de trabalhar com racionalidade”, afirmou.

Menos afetada – Segundo a entidade, o nível de emprego na indústria automobilística em São Bernardo cresceu 4,5% entre 2003 e 2008, enquanto em todo o País o incremento foi de 37,8%. Com base nesses dados, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC acredita que, caso ocorram demissões no ano que vem, a região será menos afetada.

“Houve um crescimento saudável do emprego em São Bernardo. Isso é bom porque, em momentos de crise, caso haja uma freada brusca no setor, o impacto não será tão forte na região quanto no interior de São Paulo e em outros Estados”, afirmou Nobre.

De acordo com o presidente da entidade, a média histórica de homologações das demissões realizadas pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC é de 450 por mês e, pelo menos por enquanto, não houve alteração nesse número por conta da crise.

“Cada um deve cumprir seu papel” – Sérgio Nobre afirmou que a falta de crédito foi o primeiro impacto da crise no setor automotivo, que depende de financiamentos para se manter. Por isso, ele ressaltou a importância das intervenções do governo para irrigar a economia e estimular o consumo.

“A situação está mais difícil para o consumidor. Antes, ele conseguia comprar um carro com uma entrada mínima e financiava o restante em 60 meses. Agora ele precisa dar 30% de entrada e só consegue parcelar em 36 vezes. Por isso, acredito que as intervenções têm de ser feitas. É preciso garantir crédito e animar o consumidor, pois se ele achar que tudo está perdido, tende a poupar e se retrair”, afirmou.

Entretanto, segundo ele, a ajuda não deve partir apenas do governo. “Não só a ajuda dos governos federal e de São Paulo, que já liberaram R$ 8 bilhões, será importante. Os empresários devem manter os investimentos e fazer promoções, enquanto os novos prefeitos da região devem continuar investindo em obras de infra-estrutura. O País tem tudo para sair bem dessa crise, mas apenas se cada um fizer o seu papel”, concluiu.

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PUBLISHED BY ‘DIÁRIO DO GRANDE ABC’ (Brasil)

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