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PARÁ SERÁ NOVO ELDORADO PARA 500 MIL ATÉ 2012 – Fluxo migratório será atraído por investimentos de US$ 60 bilhões (Brasil)

Posted by Gilmour Poincaree on November 16, 2008

Edição de 16/11/2008

Ana Célia Pinheiro – Da Redação

Nos próximos quatro anos, o Pará ganhará mais meio milhão de habitantes – pelo menos. É o Chefe da unidade do IBGE no Pará, Antonio José Biffiequivalente a uma cidade do tamanho de Ananindeua, o segundo maior município paraense. E um aumento que resulta das levas de migrantes atraídas pelos investimentos que aqui serão realizados até 2012. De acordo com um estudo do Programa de Desenvolvimento de Fornecedores (PDF) da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), o Estado receberá, nos próximos quatro anos, investimentos públicos e privados que somam quase US$ 60 bilhões. E isso deve transformar o Pará, definitivamente, no novo Eldorado de milhares de brasileiros.

A boa notícia é que ninguém acredita na repetição, hoje, dos dramas sociais gerados, no passado, pelos grandes projetos que se instalaram no Estado e atraíram, igualmente, grandes fluxos migratórios. Isso porque a sociedade, os prefeitos desses municípios e o próprio governo do Estado vêm cobrando a contrapartida social desses investimentos. Em outras palavras: querem recursos para saneamento básico, educação, saúde, segurança pública, os setores que costumam ser mais afetados pelo crescimento populacional desordenado.

A previsão desse incremento populacional de pouco mais de 5% é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É uma estimativa tímida, frente à magnitude desses quase US$ 60 bilhões: eles representam o maior volume de recursos já carreados para o Estado nas últimas duas décadas e o dobro do que foi aplicado em território paraense desde o ano de 2000.

CAUTELAS

A estimativa, aliás, não considera sequer o crescimento anual de 3% da população paraense – o que daria um incremento em torno de 15% até 2012 – ou cerca de 1 milhão de pessoas. ‘Temos que ter cuidado com essas previsões, porque a necessidade de mão-de-obra para esses projetos pode acabar sendo suprida por uma mobilização interna. Quer dizer, pelo deslocamento de trabalhadores entre as regiões do Estado’, observa o chefe da unidade do IBGE no Pará, Antonio José Biffi.

Segundo ele, o Pará já experimenta ambas as situações. De um lado, o incremento populacional decorrente da forte migração, especialmente para o sul e sudeste do estado. De outro, a movimentação interna da mão-de-obra, em dois sentidos: de trabalhadores qualificados para o sul e sudeste paraense, devido à oferta de empregos da atividade mineradora; e de trabalhadores interioranos, em busca de qualificação profissional, para a RMB.

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PUBLISHED BY ‘O LIBERAL’ (PA – Brasil)

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