FROM SCRATCH NEWSWIRE

SCAVENGING THE INTERNET

UMA SOLUÇÃO RÁPIDA PARA A CRISE NA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO

Posted by Gilmour Poincaree on November 15, 2008

Sábado, 15 de Novembro de 2008

JORNAL DE ANGOLA – Ano 9 – Edição Online nº 4651

O conflito na República Democrática do Congo está no centro das atenções da comunidade A CRIMINOSA GUERRA CIVIL DO CONGOinternacional e diferentes fóruns têm discutido questões relativas às melhores vias para a solução dos problemas daquele país da África Central.

A situação no Congo Democrático é de tal gravidade que preocupa instituições africanas e de outros continentes, nomeadamente da União Europeia.

A comunidade internacional continua a protelar a tomada de acções firmes para acabar com os conflitos que assolam África. Angola sofreu na carne do seu povo os efeitos nefastos da ambiguidade de países e instituições que, em vez de agirem, fingiam que actuavam. Em vez de porem fim às aventuras criminosas de “rebeldes”, davam-lhes tempo para se armarem.

As guerras só atrasam o desenvolvimento económico e social dos povos e só causam desgraças, muitas vezes difíceis de reparar. Mas as instituições internacionais que têm a obrigação de acabar com elas, actuam como se desconhecessem esta realidade. Os países que têm influência no mundo e até desencadeiam guerras sem mandato da ONU, em África dão passos tímidos e refugiam-se na falácia do diálogo.

A guerra desencadeada por um exército ilegal na RDC já causou a fuga de milhares de pessoas dos seus locais de residência para outras paragens, nomeadamente para países vizinhos, na esperança de encontrarem condições de segurança.

Numa região onde a existência de refugiados ou deslocados já significa um terrível desastre humanitário, permitir que o general Nkunda agrave este quadro, é seguramente um crime sem perdão.

Quem assiste ao evoluir do exército ilegal no terreno, não pode, hipocritamente, fazer votos de que a agressão armada não evolua para cenários que resultem em graves violações dos direitos humanos. Nem pode manifestar preocupações pouco sinceras sobre a paralização da actividade económica nas áreas fustigadas pelo exército de Nkunda .

A experiência do passado em África, marcada por genocídios, aconselha a que os políticos do continente e as organizações internacionais, nomeadamente a ONU, se mobilizem de forma célere para a resolução do conflito na RDC. O general Nkunda só dá uma garantia: ele é capaz de transformar a agressão armada num genocídio.

As “forças de alerta” da SADC podem ser chamadas a intervir no conflito. A organização regional sabe que no Kivu-Norte é preciso acabar com a presença de um exército ilegal que põe em causa um Governo eleito. Angola foi o último país da região a sofrer uma agressão armada deste género. Todos os governos da SADC aprenderam a lição.

A partir de 2002, ano em que foi assinada a Paz de Luena, aventureiros como o general Nkunda já não têm espaço na África Austral. Os angolanos mostraram à África e ao mundo que se não tivessem contado com as suas próprias forças, ainda hoje estavam a dialogar com quem só tinha ouvidos para os beneneficiários directos do conflito armado que devastou o país, durante décadas.

A RDC está a ser vítima de uma agressão brutal de um exército ilegal. É preciso pôr fim à aventura, por muito que custe aos países que por trás da cortina manobram a soldadesca de Nkunda.

CLICK HERE FOR THE ORIGINAL ARTICLE

PUBLISHED BY ‘JORNAL DE ANGOLA’

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google photo

You are commenting using your Google account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s

 
%d bloggers like this: