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GOVERNO LANÇA EM NOVEMBRO PROGRAMA CONTRA A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA (Brasil)

Posted by Gilmour Poincaree on November 13, 2008

12 de Novembro de 2008

Pela primeira vez será feito um mapeamento das casas de religiões de matrizes africanas no Brasil. A BISPO SERGIO VON HELDE, DA IGREJA UNIVERSAL, CHUTA IMAGEM DE NOSSA SENHORA DE APARECIDAinciativa faz parte do programa “Terreiros do Brasil”, que tem como objetivo o enfrentamento da intolerância religiosa, em diálogo com as políticas de promoção da igualdade racial.

O Programa é o tema desta quarta edição da série “Promovendo a Igualdade”, que será publicada durante novembro em homenagem à semana da Consciência Negra, comerado entre os dias 17 e 23 deste mês.

O lançamento deverá ocorrer até o fim de novembro e a execução está prevista até o final de 2010 em todo o território nacional. A implementação é coordenada pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), que se articula com vários ministérios e órgãos governamentais.

O planejamento do Programa será orientado de acordo com as deliberações da primeira Conferência Nacional de Política de Promoção da Igualdade Racial, realizada em 2005.

Em agosto deste ano, o ministro da Seppir, Edson Santos, e o reitor da PUC-RJ, padre Jesús Hortal Sánchez, assinaram um termo de cooperação técnica para a realização da pesquisa “Mapeamento das Casas de Religiões de Matrizes Africanas no Rio de Janeiro”.

A inovação do projeto é a construção de um banco de dados que permitirá que cada terreiro seja mapeado com a tecnologia Global Positioning System (GPS).

A metodologia viabilizará o cruzamento de dados sobre relevo, clima e demografia, entre outras. Estes dados estarão disponíveis na internet e de qualquer parte do mundo será possível obter informações sobre os sete mil terreiros existentes no estado do Rio de Janeiro.

O mapeamento georreferenciado, que será levado aos demais estados brasileiros após a conclusão do projeto-piloto no Rio de Janeiro, vai permitir a integração de todas as ações técnicas e comunitárias relativas às questões dos terreiros, assim como ações específicas em cada uma destas comunidades tradicionais.

Entre as iniciativas está o registro do Ofício das Baianas de Acarajé e do Jongo no Sudeste, o Inventário Nacional de referências culturais da Festa de Santa Bárbara e referências culturais dos lugares de cultos de matrizes africanas no DF e Entorno, das comunidades quilombolas do Piauí e dos terreiros de candomblé do Rio de Janeiro. Além das ações de distribuição de cestas alimentares nas Comunidades de Terreiro, através do Programa Fome Zero.

Terreiros – Atualmente, apenas seis terreiros são tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Todos foram visitados este ano por técnicos da Subsecretaria de Políticas para Comunidades Tradicionais (SubCom) da Seppir.

Além de conviverem com a intolerância religiosa, os terreiros são alvos da perda de território e ação do tráfico de drogas, que limita a atuação das práticas religiosas e circulação dos freqüentadores dos cultos de matriz africana.

Mapeamento – A proposta de realização de um mapeamento das casas de religiões de matrizes africanas no Rio de Janeiro foi apresentada em 2006 pela principal liderança religiosa do Ilê Omiojuarô, a Yalorixá Mãe Beata de Yemonja, ao Núcleo Interdisciplinar de Reflexão e Memória Afrodescendente (Nirema), da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Política pública – A PUC, sob a coordenação de um comitê de 14 lideranças religiosas (mães e pais-de-santo), fará o mapeamento de cerca das sete mil casas em todo o estado do Rio com dados sobre localização, história e quantidade de religiosos. Este é o primeiro passo para o desenho de uma política pública que trata de preservação, tombamento, assistência e registro histórico para este segmento.

De acordo com a professora do Departamento de Serviço Social da PUC-Rio, Denise Pini, a identificação e o mapeamento das territorialidades de matrizes africanas, além de construir conhecimento sobre o patrimônio cultural negro, garante visibilidade ao universo constituído pelas religiões de matrizes africanas.

“Uma das premissas do projeto de pesquisa é que o povo-de-santo constitui um grupo humano que se encontra em situação de vulnerabilidade dos pontos de vista político, socioeconômico e ambiental”.

Editado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Nº 727 – Brasília

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PUBLISHED BY ‘EM QUESTÃO’ (Brasil)

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